quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ao nosso dia...




Não tenha eu restrições ao casamento
De almas sinceras, pois não é amor
O amor que muda ao sabor do momento,
Ou se move e remove sem desamor.

Oh, não, o amor é a marca mais constante,
Que enfrenta a tempestade e não balança,
É a estrela-guia dos batéis errantes,
Cujo valor lá no alto não se alcança.

O amor não é o bufão do tempo, embora
Sua foice vá ceifando a face a fundo.
O amor não muda com o passar das horas,

Mas se sustenta até o final do mundo.
Se é engano meu, e assim provado for,
Nunca escrevi, ninguém jamais amou.


(Soneto 116 de William Shakespeare - Tradução de Geraldo Carneiro aqui)

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