quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A Flor em Botão



Nova vida esculpida sem medo
da chuva de granizo
Durante o amor (des) medido
Com o olhar que não precisa
da luz do candeeiro sustentado
pela mão do horizonte

Veio de um favo de mel feito
do néctar de análise apurada
Nesta colméia o zangão não é
ocioso e a rainha mestra
administra e ama constantemente

Será como o reflexo do espelho
animado pela graciosa valsa
dos rios

Antes eu apenas arranhava as
cordas desafinadas de uma harpa
Agora toco e sensibilizo os
ouvidos do vento e ouço a mesma canção

Amo-lhe além do subjetivismo
Além do poder da idéia
Além da sensibilidade escrita
nos planos do menestrel

É ainda como a flor em botão
Mas receberá nos rápidos passos
das horas em suas pétalas as
cores definitivas que a levarão
ao êxito.

Outono de 1986

(JAS)



A ti, querido e amado pai, porque sei que ainda a cantas para mim...

4 comentários:

Poemas e encantos disse...

Lindo. Como o som das harpas aos ouvidos. Um abraço.

Angélica disse...

Agradeço muito teu comentário, querida :)

Fico contente que tenhas gostado, sei que meu adorado pai tb...

Eu contava apenas seis aninhos qd a recebi de presente, e até hoje a mantenho num quadro logo acima da cama :)

Beijinhos com amizade!

Orfeu disse...

linda angélica, é uma bela declaração de amor neste poema lindo de teu pai, e uma bela declaração de amor recíproco neste teu post para ele, querida :)

ele está feliz pela mulher linda que és hoje, de pétalas coloridas e merecedoras dos maiores êxitos :)

amo-te muito, querida :)

Angélica disse...

Quando digo que és um amor (des) medido... ;)

Tenho absoluta certeza de que a felicidade dele se fez plena ao identificar a minha ao teu lado!

Obrigada por tudo, sempre, meu querido :)

Amo-te muito, muito, muito...