sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Sina



A' tardinha quando Phebo já declina
ungida de ternura e suavidade, eu me
ponho a cismar, sem que me enfade,
na escravidão de amor, que é minha Sina!


E sobre o astro Sol, parece que reclina
um Deus soberbo da pagã Hellade...
outro não tem maior virilidade...
nem se iguala em graça masculina!


Então apresso-me a venerar seu vulto,
e, enquanto o coração repica o sino
meus lábios ofertam preces de culto!...


Sonhar assim é meu prazer supino,
e dentro deste templo vibro e exulto,
se devota de ti eu me imagino!...

(Efigênia Coutinho)

Um comentário:

Orfeu disse...

lendo este poema, consegui imaginar nitidamente Akhenaton, Nefertiti, Ramosis, Ise e Radamés, mas também Meri-Ra, na prece de agradecimento a Deus, na figura paterna do sol que dá a vida :)

a pintura é linda, como sempre escolhida por ti, querida :)