quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Canção do Exílio



"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

(Gonçalves Dias)



Não que seja esta a minha grande saudade... ;)

Mas desejei expor aqui uma de minhas preferências poéticas, um brasileiro longe do seu lar, náufrago em terras portuguesas...

Para vermos que nem sempre os critérios para a felicidade são iguais para todos... :)

E que Deus reserva-nos exatamente aquilo de que precisamos, ainda que como crianças, não entendamos de pronto Seus justos desígnios...

Hoje minha saudade de ti fala mais alto, querido, mas nem por isso esquecerei nosso almejado reencontro já marcado, definido e inadiável... :)

Mi piace tutto di te... per questo il mio immenso amore...




6 comentários:

Ana disse...

... longe de casa, mas com o coração recheado de amor! E isso não substitui a saudade, mas pelo menos diminui um pouco.

beijo enorme e óptimo fim de semana!!

Angélica disse...

Sim, querida, amor não me falta... :)

Saudade tb... :(

Mas sempre temos a esperança, aquela amiga silenciosa que acalenta nossos sentimentos!

O reencontro não tarda :)

Obrigada pelo carinho!
Ótimo fds pra ti tb!

Ana disse...

Eu costumo dizer, em tons de brincadeira, que a esperança é um bixo estranho! haha

É ela que nos empurra e nos faz seguir com força e convicção, mas depois tem horas que parece que a danada se esconde e teima em não aparecer.

Em relação à saudade, o segredo é não deixar que ela te paralize. É encontrar conforto onde te sintas mais feliz e com isso aprender a conviver com ela. Porque a saudade não se mata, infelizmente, mas pode ser reconfortada.

Beijinhos!

Angélica disse...

Pois, pois... :)

Manter a esperança acesa tb é um exercício de valor moral, se não crermos que algo é possível, quem explicará o que nos impulsiona a prosseguir?

Mas que dói... incontestável que sim, principalmente por saber que é recíproca, indesejada por ambos, infelizmente fruto da situação que não nos cabe controlar...

Mais uma vez gosto muito de te ouvir!

Parte do nosso acordo para esses momentos distantes foi justamente o trabalho, o movimento para reverter o que podia ser mudado :)

Mil beijinhos :)

Orfeu disse...

Olà, querida :)

regresso amanha para bem mais pertinho de ti, e a pensar em Outubro, para te ter em meus braços de novo e nao mais te deixar...

amo-te muito, por toda a saudavel reviravolta que trouxeste para a minha vida, na simplicidade de um amor feliz :)

amo-te muito, e "prontos", porque gosto de te amar, minha doce e querida bailarina :)

té ja :)

Angélica disse...

Olá, querido :)

Curioso eu tb gostar de te amar, meu doce e querido poeta ;)

Que te movimentes pelo mundo, que as estações brinquem ao sabor do vento, que as horas passem e te tragam para perto de mim... estarás sempre aqui no meu coração!

Affettuosi baci per te, amore mio :)